
Califórnia - 19 - Numa região de montanhas geladas ao norte da Califórnia, numa área onde são raros os sinais de civilização, enormes antenas fazem um balé sincronizado. Ora viram para o poente, ora para o nascente. Para onde quer que apontem olham na direção do infinito e tentam responder a uma das questões mais antigas da humanidade: estaremos, afinal, sozinhos neste universo? As parabólicas do observatório radioastronômico Red Creek foram ligados pela primeira vez em outubro deste ano (2007). Foram construidas com o dinheiro de um bilionário americano que decidiu financiar o projeto de pesquisadores da Universidade de Berkeley , na California - uma das mais importantes dos Estados Unidos no estudo da astronomia. E se as antenas olham sempre na mesma direção é porque trabalham juntas e formam um gigantesco telescópio a procura de vida a milhões de quilômetros da Terra. Até mesmo entre os grandes cientistas, discutir a existencia de extraterrestre é tão complicado quanto discutir politica ou religião.Existem mais de 200 bilhões de estrelas e planetas na galáxia que nós habitamos. Para muitos a vida seria um privilégio exclusivo do Planeta Terra. Mas, o que os cientistas da Califórnia tentam provar é que os ETs não só existem, como podem estar em várias partes do universo. Só aqui, bem perto de nós, - sob o ponto de vista científico - a alguns milhares de anos-luz, existem 400 bilhões de estrelas - muitas delas do tamanho ou até maiores e mais antigas do que o nosso Sol. É na direção desses primos distantes do Sol que os telecópios apontam. Quem comanda o observatório é a astrônoma e engenheira Jill Tarter, que vive em meio às antenas e olhando para o céu. A astrônoma explica que será possivel detectar os ETs, por exemplo, se eles usarem algo como os nossos raios lasers, já que as estrelas não emitem luzes parecidas. A maior dificuldade dos pesquisadores é separar os sinais enviados por aeroportos, emissoras de TV e telefones celulares do que seriam sinais alienígenas.
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